SAUDAÇÃO DE OUTONO
Em Outubro, o declínio do verão e o definitivo desvanecer das férias levam-nos a continuar o nosso caminho, com toda a concentração e determinação que somos capazes de pôr nas nossas vidas. Eu conheci o Grémio Literário, de que meu tio João de Castro Mendes era sócio, pelos meus vinte anos e segui aqui conferências e debates muito importantes sobre a História de Portugal no século XIX, organizados por José Augusto França e coordenados por Joel Serrão. Era um lugar onde se exercia livremente o pensamento crítico e as posições ideológicas mais opostas ao regime vigente se podiam (com alguma cautela, por certo) exprimir. Esta atividade cultural, nos anos 70 do século passado, quando se vivia a agonia final do Estado Novo e nós ainda não sabíamos, foi sem dúvida importante na minha formação. Colaborar nas atividades do Grémio Literário é para mim hoje, mais de cinquenta anos passados, um prazer e um desafio intelectual de excelência. O que se tem feito nesta casa prima pela diversidade e pela heterogeneidade dos temas e dos pontos de vista: mas tem conseguido manter um elevado nível de qualidade, num constante apelo ao debate sem preconceitos e à dedicação aos valores culturais, que estão na génese e na genética desta instituição. Sem menosprezo por nenhuma terra deste nosso país, recordamos a frase divertida de José Augusto França: “Portugal, capital Lisboa; Lisboa, capital Chiado; Chiado, capital Grémio Literário” ...
Luís Filipe Castro Mendes
Membro do Conselho Literário
de Outubro, 4ª feira, às 19h00
3ª sessão do Ciclo de Conferências
10 por todas: Pintoras em Portugal no século XIX
Prossegue o ciclo «10 por todas: Pintoras em Portugal no século XIX», organizado pela Professora Doutora Sandra Leandro, Professora Universitária e Historiadora de Arte, Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, membro do Conselho Literário do Grémio Literário, intitulando-se esta terceira conferência «Maria Emília e Maria de Lourdes: a paixão da pintura em variações de tempo e de história». Será oradora Raquel Henriques da Silva, Historiadora de Arte e Professora Catedrática.
Maria Emília dos Santos Braga (Lisboa, 1867-1942) e Maria de Lourdes de Mello e Castro (Tomar, 1903-Lisboa, 1966) têm em comum a paixão pela pintura e o facto de serem discípulas de José Malhoa. Praticaram o naturalismo com grande inventividade e, por isso, algumas das suas pinturas são inesquecíveis e fundamentais para valorizar amplamente a Arte Portuguesa da primeira metade do século XX.
Quem pretender poderá, seguidamente, jantar, devendo ser efectuada, previamente, a respectiva marcação.
de Outubro, 6ª feira, às 20h00
Jantar Temático Luso-Moçambicano
O Grémio Literário está a organizar, com início em Outubro, um conjunto de jantares temáticos focados nos países de língua oficial portuguesa, constituindo uma digressão gastronómica de banquetes com a alma da cultura e história dessas regiões.
Neste mês de Outubro, trata-se de um Jantar Temático Luso-Moçambicano, cuja elaboração ficará a cargo de experimentados cozinheiros/gastrónomos disponibilizados pela Embaixada de Moçambique, em Lisboa.
O preço do jantar é de 40 €/pessoa, devendo o pagamento ser antecipadamente efectuado conjuntamente com a respectiva reserva, o mais tardar até ao dia 2 de Outubro. IBAN: PT50 0033 0000 0000 4504487 05
de Outubro, 5ª feira, às 18h30
Lançamento de livro
Os Bragançãos – História Genealógica de uma Linhagem Medieval (Séculos XI a XIII) – 2ª Edição
O Grémio Literário promove o lançamento da 2ª Edição revista e actualizada da obra “Os Bragançãos – História Genealógica de uma Linhagem Medieval (Séculos XI a XIII)”, da autoria do Consócio Dr. José Carlos Soares Machado.
Publicada em Dezembro de 2004, a 1ª edição desta obra foi o primeiro grande estudo publicado sobre a linhagem dos Senhores de Bragança, ou Bragançãos, uma das cinco mais importantes linhagens medievais portuguesas que se distinguiram na Reconquista e nos primórdios da fundação do Reino de Portugal, Obra premiada em 2005, foi unanimemente considerada um magistral ensaio histórico, tendo-se tornado um instrumento incontornável para investigadores e genealogistas interessados no estudo das famílias medievais portuguesas.
Estando há muito esgotada, tornou-se por isso de difícil acesso a todos os estudiosos de história das famílias, que vinham pedindo insistentemente uma reimpressão. O Autor entendeu responder a estas solicitações em 2024, mas optou por fazer uma nova edição na qual reviu e actualizou todo o texto da primeira, analisando as obras e artigos publicados sobre esta linhagem medieval, entretanto publicados por outros especialistas. Assim, nesta 2ª edição o Autor acrescentou quase 145 páginas às cerca de 340 da edição anterior, discutindo e analisando muitas das controvérsias que, entretanto, foram surgindo noutros trabalhos publicados, aceitando ou rejeitando soluções propostas por outros autores, e justificando as suas opções. Passou a incluir também um detalhado índice onomástico, instrumento essencial para este tipo de investigação.
Quem pretender poderá, seguidamente, jantar, devendo ser efectuada, previamente, a respectiva marcação.
de Outubro, 4ª feira, às 19h30
Última sessão do Ciclo de Conferências
10 por todas: Pintoras em Portugal no século XIX
Na continuação do ciclo de conferência denominada “10 por todas: Pintoras em Portugal no século XIX”, realiza-se a última dessas conferências, intitulada “Casos contrastantes: as pintoras Zoé Wauthelet Batalha Reis (1867-1949) e Isabel Boaventura (1870-1925)” pela sua organizadora Sandra Leandro, Professora Universitária e Historiadora de Arte, Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo e membro do Conselho Literário do Grémio Literário.
Estas duas pintoras que seguiram os avatares do naturalismo e que se dedicaram à representação da figura humana, desenvolveram trajectórias bem distintas que manifestam diversos modos de ser. Enquanto Zoé Batalha Reis, personalidade audaz e dinâmica, construiu um percurso visível de artista profissional; Isabel Boaventura, reservada em extremo, produziu um legado praticamente invisível e quase parece uma figura de ficção. Convém conhecer ambas para se entender de forma mais completa o panorama artístico na transição entre os séculos XIX e XX. Quem pretender poderá, seguidamente, jantar, devendo ser efectuada, previamente, a respectiva marcação.
de Outubro, 5ª feira, às 18h30
O Grémio Literário promove um recital de piano da Consócia Dra. Gilda Oswaldo Cruz, com um programa que cobre diferentes épocas e universos do repertório pianístico. Nascida no Brasil, formada na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diplomada em virtuosismo na Escola Superior de Música em Viena, ganhadora do concurso internacional Elena Rombro-Stepanow, a pianista tem-se distinguido pelas suas interpretações da música contemporânea, com especial atenção ao compositor Claudio Santoro. O programa constará da primeira parte de uma das Sonatas mais luminosas de Joseph Haydn e de uma exploração do universo do prelúdio, de Bach a Debussy, passando por Chopin, Rachmaninov, Chostakovich e Santoro. O percurso vai pôr em evidência a riqueza expressiva e a diversidade desta forma breve que se tornou, ao longo dos séculos, um verdadeiro laboratório poético do piano. Para finalizar, a artista vai interpretar a grande Sonata em lá maior D.959 de Franz Schubert, obra monumental considerada um dos cumes da literatura pianística.
Quem pretender poderá, seguidamente, jantar, devendo ser efectuada, previamente, a respectiva marcação.
de Outubro, 5ª feira, às 19h30
Jantar Conferência
A ONU Perante uma Nova Realidade
Por iniciativa do Consócio Dr. Rui Salgado Alves, o Grémio Literário promove uma Conferência ao Jantar com Victor Ângelo, ex-Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas e Representante Especial do Secretário-Geral para as Operações de Paz, sendo actualmente Senior International Advisor do Geneva Centre for Security Policy.
As Nações Unidas nasceram no pós-Segunda Guerra Mundial, assentes na convicção de que a paz exigia regras, instituições e diálogo multilateral. Entretanto o mundo mudou e a ordem internacional encontra-se hoje em profunda transformação.
O tema a abordar nesta conferência “A ONU Perante uma Nova Realidade”, envolve questões da maior actualidade que teremos oportunidade de debater.