Ano de 2016

Janeiro

14 de Janeiro, 5ª feira, pelas 18:30h
JOAQUIM DE VASCONCELOS (1849-1936)
O Fausto da História da Arte em Portugal

Considerando a atribuição do Prémio Grémio Literário de 2014 ao livro Joaquim de Vasconcelos: historiador, crítico de arte e museólogo – uma ópera, realiza-se uma sessão dedicada a esta notável figura da cultura portuguesa no dia 14 de Janeiro, quinta-feira, na Biblioteca, pelas 18h30. Entre muitos outros feitos, deve-se a este Historiador a descoberta científica dos Painéis de São Vicente. A sessão abre com «Joaquim de Vasconcelos (1849-1936): o meu fantasma da ópera» pela premiada e sócia do Grémio Literário, Prof.ª Doutora Sandra Leandro, que abordará o impressionante percurso biográfico daquele que é considerado o fundador da História da Arte em Portugal, bem como a vertente museológica da sua riquíssima trajectória profissional, com a projecção de diversas imagens inéditas. A seguir, o Prof. Doutor Vítor Serrão falará sobre «A historiografia da arte portuguesa no tempo de Joaquim de Vasconcelos: a busca de novos caminhos metodológicos, entre anacronismos e inovação». O Professor apresentará um powerpoint referindo diversas figuras de pesquisadores de arquivo e connaisseurs, cotejando-as com Vasconcelos.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30,00€ por pessoa.

 


EXPOSIÇÃO “MUSEU INFINITO”  sobre  JOAQUIM DE VASCONCELOS
Museu do Design e da Moda
Rua Augusta, 24
NOVA DATA: A partir de 15 de Janeiro

 

19 de Janeiro, 3ª feira, pelas 19:00h
Ciclo Literário

Integrado no Ciclo de Literatura Portuguesa, organizado pelo Consócio Dr. António Aires Gonçalves, iniciado com Pedro Tamen e Nuno Júdice, e que contou com as participações de Sophia de Mello Breyner, David Mourão-Ferreira, Vasco Graça Moura, José Saramago, Agustina Bessa Luís, A. Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Eduardo Lourenço, José-Augusto França, entre muitos outros, vai realizar-se, na Biblioteca, uma sessão dedicada à obra literária do escritor João Bigotte Chorão, que será apresentada pelo Prof. Eng. Eugénio Lisboa.
 
A obra de João Bigotte Chorão reparte-se, sobretudo, pelo ensaio e o diário. No primeiro distancia-se da convenção académica e pratica o retrato literário, que se poderá descrever como a expressão de um nome a partir da exigência de um estilo. No diário é um universo íntimo que se revela sem se desvendar, feito de admirações e de recusas. Aí se ouvem vozes de mestres e de companheiros de viagem, que tornam menos solitária a nossa solidão.

A conferência será seguida de jantar ao preço de 30€, por pessoa.

 

21 de Janeiro, 5ª feira, pelas 19:00h
Exposição de pintura do artista John O’Connor


Carnaval (da série “A morte e a donzela”)
Óleo sobre tela
81 x 65 cm
A Fundação Henrique Leotte vai promover, no Grémio Literário, uma exposição da sua colecção de obras do artista John O’Connor, nosso consócio, em que serão apresentadas diversas pinturas a óleo incluindo a série “A morte e a donzela”, além de aguarelas e desenhos sobre paisagens portuguesas que foram publicados nos livros deste artista.

As obras de John O’Connor estão representadas em várias colecções públicas e privadas tanto em Portugal como na Inglaterra, incluindo as do Victoria and Albert Museum, Barclays Bank, Selecções do Reader’s Digest, Grupo Pestana, Lapa Palace Hotel, Museu da Cidade de Lisboa, Câmara Municipal de Sintra e nas colecções do Vaticano e de S.A.R. o Príncipe de Gales.

A exposição será inaugurada no próximo dia 21 de Janeiro às 19 horas, ficando patente até 31 de Janeiro, nos dias úteis, entre as 15h e as 21h.

 

28 de Janeiro, 5ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate – Ciclo “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”

Prossegue no próximo dia 28 de Janeiro o quarto ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”, tendo Luís Marques Mendes como orador convidado.

Político por vocação, jurista de formação, Luís Marques Mendes costuma dizer que tem prazer “em fazer
 política” enfatizando que  “há muita gente que tem prazer e não gosta de o dizer”. Houve mesmo quem escrevesse, até, que ele “fez da política o livro da sua vida”.

É uma das personalidades mais conhecidas da sua geração no espaço público, notoriedade reforçada nos últimos anos pela sua intervenção regular como comentador político na antena da SIC.
Com uma relação muito próxima com não poucos jornalistas, até por ter assumido, enquanto governante, a tutela da Comunicação Social do Estado, Luís Marques Mendes confessa ser “um consumidor de jornais”.
Os seus biógrafos gostam de realçar que foi vice-presidente da Câmara de Fafe, em 1976, com 19 anos, secretário de Estado aos 28 e ministro aos 35, nos executivos de Cavaco Silva. Uma carreira fulgurante.

Regressaria ao Governo com Durão Barroso, em 2002, e, em 2005 alcançou a presidência do PSD, cargo que veio a ceder, em 2007, a Luís Filipe Menezes.

Reconhece que “gosta do combate” e que “seria hipócrita se dissesse que gosto de perder”.

Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, desenvolveu actividade como Secretário e Adjunto do Governador Civil do Distrito de Braga e advogado na Comarca Judicial de Fafe. Mais recentemente, foi presidente do Conselho de Administração da Ensino, entidade proprietária da Universidade Atlântica.
Militante do Partido Social Democrata, foi diversas vezes eleito deputado à Assembleia da República, pelos Círculos de Braga, Aveiro e Viana do Castelo.

Presidiu ao Grupo Parlamentar do PSD entre 1996 e 1999, sendo muito activo na oposição ao governo socialista, designadamente, quando ocupava a presidência da Comissão Política Nacional do PSD.

Luis Marques Mendes tem dois livros publicados -  Mudar de vida e O estado em que Estamos .
Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a 6 de Junho de 2008.

É esta personalidade, com uma vida política vivida, desde muito jovem, que poderemos ouvir na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, num jantar-debate que promete uma reflexão e participação alargadas. 

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Grémio Jovem – Um cartão Cultural
Com o objectivo de atrair os jovens a frequentar o Grémio Literário, um espaço cultural de grande tradição literária, cria-se um cartão “Grémio Jovem – Um cartão Cultural” acessível a filhos e netos de sócios a partir dos 10 anos.
O cartão dará acesso à utilização de certos espaços onde se realizarão actividades diversas, de âmbito cultural, dinamizadas por sócios ou por convidados, debates temáticos ou simples espaços de leitura ou confraternização.
Após os 18 anos, os jovens portadores do cartão, terão facilidades de acesso a sócios efectivos do Grémio Literário.
Ao solicitarem o cartão indiquem o nome que deve constar no mesmo.

 

Fevereiro

11 de Fevereiro, 5ª feira, pelas 19:00h
Homenagem a Maria de Jesus Barroso Soares

O Grémio Literário vai realizar, na Biblioteca, uma cerimónia de homenagem à memória de Maria de Jesus Barroso Soares, recentemente falecida, que foi ilustre sócia desta Instituição e membro sempre atento e empenhado do Conselho Literário.

A sessão, na qual estará presente a família mais próxima de Maria de Jesus Barroso Soares, será aberta pelo Presidente do Conselho Director, Dr. António Pinto Marques, sendo igualmente orador o Reverendo Monsenhor Feytor Pinto.

A finalizar a cerimónia será descerrado um retrato da homenageada, o qual passará a ocupar um justo lugar na galeria dos sócios mais ilustres desta Instituição.

A sessão será seguida de jantar, ao preço de 35€ por pessoa.

 

23 de Fevereiro, 3ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate – Ciclo “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”

Prossegue no próximo dia 23 de Fevereiro um novo jantar-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”, tendo Emílio Rui Vilar como orador convidado.

Jurista de formação, Emílio Rui Vilar exibe um currículo invulgar, mas insiste em ser um homem discreto, que gostaria de ter sido arquitecto e poderia ter sido juiz. 

É reconhecido, no entanto, pelas suas qualidades de liderança, com uma determinação e firmeza que contrastam com a timidez que os amigos lhe atribuem.
Entre o político, o gestor, o banqueiro e o homem de Cultura, Emílio Rui Vilar desdobra-se em várias facetas, que integram o seu perfil multidisciplinar.
Nasceu no Porto em 1939. É casado com a professora, escritora e ex-ministra da Educação, Isabel Alçada. Tem filhos e netos.

Licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1961, tendo integrado o CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Iniciou a carreira profissional, em 1966, no Banco Português do Atlântico, chegando aos quadros directivos desta instituição em 1969.

Primeiro presidente da Direção da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, eleito em 1970, estreou-se na política durante o período revolucionário, logo após o 25 de Abril de 1974.

Começou, assim, por ser Secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo do I Governo Provisório, tornando-se, sucessivamente, ministro da Economia dos II e III Governos Provisórios.

Depois, foi designado vice-governador do Banco de Portugal, em 1975, e eleito no ano seguinte para deputado à Assembleia da República, pelo PS, deixando o cargo para integrar o I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares, como ministro dos Transportes e Comunicações.
Quando o governo acabou, em 1978, regressou à função de vice-governador do BdP, até que em 1985 foi nomeado presidente do Conselho de Gestão do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Ficou apenas um ano nessa função, aceitando a designação do governo de Aníbal Cavaco Silva para director-geral da Comissão das Comunidades Europeias, em Bruxelas.

Retomou a sua carreira no sector bancário em 1989, ano em que foi nomeado presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. Permaneceu no cargo até 1995, acumulando com a presidência do Grupo Europeu dos Bancos de Poupança. Mais tarde, entre 2001 e 2002, presidiu ao Conselho de Administração da Galp.
Emílio Rui Vilar assumiu, paralelamente, numerosas responsabilidades na área da gestão cultural, quer no sector público quer no privado. Presidiu à Comissão de Fiscalização do Teatro Nacional de São Carlos, foi comissário-geral de Portugal na Europália '91, vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves e administrador da sociedade Porto 2001.

Admirador confesso de Camus, reconheceu numa entrevista de vida que “vivemos uma nova era de profundas perplexidades” ao constatar ainda que “as ideias do planeamento estão quase fora de moda” sujeitas à tese de que “as soluções se podem encontrar pelo permanente equilíbrio dos contraditórios”.
Entre 2002 e 2012 cumpriu dez anos como presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo sucedido por Artur Santos Silva, em  Maio de 2012.

No mesmo ano foi anunciado como presidente do Conselho de Administração e, simultaneamente, CEO da REN.
Recebeu várias condecorações, entre as quais a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
É esta personalidade, com uma história rica de experiências, como gestor, político e homem de Cultura, que poderemos ouvir na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, num jantar-debate que promete uma reflexão e participação alargadas. 

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Karting
19 de Março
Cartão Jovem Grémio Literário

Conforme se refere no Boletim anterior o Cartão Jovem Grémio Literário,dará acesso à utilização de certos espaços onde se realizarão atividades diversas de âmbito cultural, desportivo e confraternização, entre outras.

Na sequência desta iniciativa e dos diversos contactos estabelecidos, temos o gosto de anunciar a realização no próximo dia 19 de Março, pelas 11 horas, de uma confraternização destinada aos detentores do Cartão Jovem Grémio Literário e seus familiares, que incluirá uma prova de Karting no Kartódromo de Palmela, após a qual haverá lugar a um almoço convívio e entrega de troféus.

A prova é limitada a 30 inscritos. O grupo será dividido por equipas e a cada equipa é atribuído um kart que será partilhado pelos elementos que a constituem. A prova terá 15 minutos de treino e 50 minutos de corrida.

Agradecemos ao KIP - Kartódromo Internacional de Palmela - entidade com quem foi possível estabelecer esta parceria, os preços especiais para o Grémio Literário.

No Boletim de Março serão fornecidas informações mais completas sobre o evento, bem como os respectivos custos de participação.

 

Março

21 de Março, 2ª feira, pelas 18:00h
Evocação de Dona Maria I no Bicentenário da sua morte (1816-2016)

Por iniciativa do consócio Prof. Dr. Ibsen José Casas Noronha vai ter lugar, na Biblioteca, uma cerimónia de evocação de Dona Maria I, Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, na passagem do bicentenário da sua morte, no Rio de Janeiro.   

Usarão da palavra S.A.R. Dom Gabriel de Orleans e Bragança, o Excelentíssimo e Reverendíssimo Cónego António José da Franca Mello Horta Machado Marim (Reitor da Basílica da Estrela), o Professor Doutor Artur Anselmo (Presidente da Academia de Ciências), o Professor Doutor Martim de Albuquerque (Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), o Doutor Rui de Figueiredo Marcos (Director da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra), o Dr. Ronald Bicca (Procurador-Geral do Estado de Goiás em 2012/2013) e o Dr. Ibsen Noronha (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra).

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

22 de Março, 3ª feira, pelas 19:00h
Ciclo Literário

Integrado no Ciclo de Literatura Portuguesa, organizado pelo Consócio Dr. António Aires Gonçalves, o Grémio Literário vai realizar, na Biblioteca, uma sessão dedicada à vida e obra da escritora Teresa Rita Lopes, sócia efectiva da Academia das Ciências de Lisboa, ficando a apresentação a cargo de Manuel Alegre, José Jorge Letria e Clara Rizo.

Teresa Rita Lopes é Professora Catedrática Jubilada de Literaturas Comparadas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Licenciada em Filologia Românica, doutorou-se em Paris com uma tese sobre Fernando Pessoa, tendo consagrado a sua carreira de investigação ao estudo da obra deste escritor.

Para além de investigadora, sobretudo da obra pessoana, de que iniciou recentemente uma colecção de 7 volumes, é autora de poesia, tendo publicado igualmente obras de conto e teatro. A sua carreira literária tem merecido a atribuição de diversos prémios, nomeadamente o "Prémio de Consagração" da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2011.

A sessão será seguida de jantar, ao preço de 30€ por pessoa.

29 de Março, 3ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate – Ciclo “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”

Pela segunda vez desde o início dos ciclos de jantares debate, um jornalista é o orador-convidado do Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Trata-se de Ricardo Costa, novo director geral de Informação do Grupo Impresa e, até há pouco, director do semanário Expresso, que fará no próximo dia 29 uma intervenção centrada no tema “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”.

O primeiro jornalista que participou nestes ciclos foi, precisamente, Francisco Pinto Balsemão, também fundador do Expresso e do Clube Português de Imprensa.

Num momento em que está cada vez mais na ordem do dia o debate sobre a sociedade de informação, quer na vertente dos conteúdos, quer nas suas interacções sociais e políticas, Ricardo Costa é um protagonista com poderes reforçados e mérito reconhecido, num dos mais importantes grupos jornalísticos portugueses, que se distribui por múltiplas plataformas, impressas e digitais, utilizando as mais modernas ferramentas tecnológicas.

Ricardo Costa é filho do escritor e poeta Orlando da Costa, e meio-irmão do actual primeiro-ministro, António Costa, filho da jornalista Maria Antónia Palla.

Frequentou a Licenciatura em Ciências da Comunicação, sem a concluir, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e aos 21 anos ingressou no Expresso, assumindo a direcção do semanário a partir de 2010. Anteriormente, foi diretor da SIC Notícias.
 
A 27 de Maio de 2014, apresentou a demissão do cargo de diretor do Expresso, após o irmão António Costa ter anunciado a sua disponibilidade em ser Secretário-Geral do Partido Socialista. A administração da Impresa não aceitou.

Para sinalizar a sua independência, Ricardo Costa publicou, na altura, nas colunas do Expresso, a “Carta a um irmão político”, na primeira pessoa, escrevendo a certo passo: “Tu nunca foste jornalista e eu nunca fui político. Andámos e andamos em barricadas diferentes. E é assim que tem que ser. Temos a vantagem de saber que nunca teremos de fazer um frente a frente, mas temos a desvantagem de saber que o Expresso te vai cair em cima de quando em vez e que tu vais tentar cair em cima do Expresso”.

Uma carta que ficou célebre e que definiu o seu sentido de rigor e empenho na separação de águas.

Ao ser nomeado agora director geral de Informação do Grupo Balsemão, como é conhecido, Ricardo Costa fez o pleno dos elogios, recolhendo uma cobertura explícita por parte da administração da Empresa para o exercício das suas novas funções.
Francisco Balsemão fundamentou a escolha “pela forma exemplar como gere e motiva equipas, pela sua intransigência na defesa dos valores que regem a atividade noticiosa da Impresa – independência editorial, autonomia e transparência – e pela sua visão estratégica, nomeadamente no que respeita à abordagem ao jornalismo digital”.

Com Ricardo Costa, jornalista de corpo inteiro, vamos ficar em boa companhia neste ciclo de jantares-debate, marcado para a Sala da Biblioteca do Grémio Literário, e prometendo uma ampla reflexão sobre a realidade mediática que hoje se vive em Portugal.  

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Abril

4 de Abril, 2ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro
Por iniciativa do Consócio D. Augusto Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt de Athayde – Conde de Albuquerque vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação de um Livro de Homenagem a Augusto de Athayde Soares D’Albergaria, da autoria do Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral.

No final será servido um Porto de Honra.

 

6 de Abril, 4ª feira, pelas 18:00h
Lançamento de livro
O Grémio Literário, em colaboração com o Consócio Dr. Jorge Barreto Xavier e a Porto Editora, promove o lançamento da obra intitulada “A Cultura na vida de todos os dias” da autoria daquele Consócio.

A apresentação ficará a cargo de Eduardo Lourenço e Guilherme d’Oliveira Martins.

 

18 de Abril, 2ª feira, pelas 19:00h
Sessão Comemorativa do 170º Aniversário do Grémio Literário
Na data do 170º aniversário da aprovação dos Estatutos do Grémio Literário por carta Régia de Dona Maria II, vai realizar-se uma sessão comemorativa, na Biblioteca, durante a qual será entregue o Prémio Grémio Literário 2015 bem como as menções honrosas, sendo o júri constituído pelos membros do Conselho Literário.

 

O Prémio Grémio Literário 2015 é constituído por uma escultura da autoria do consócio José de Guimarães, que graciosamente a ofereceu para o efeito.

A sessão será aberta com uma introdução proferida pelo Presidente do Conselho Director, Dr. António Pinto Marques, após a qual o Prof. Doutor José-Augusto França fará uma “Evocação da História do Grémio Literário”, seguindo-se a cerimónia de entrega das distinções atrás referidas.

Antes de terminar a sessão haverá uma homenagem a Elisabete Matos (a actual cantora portuguesa de maior projecção internacional), organizada e apresentada pelo antigo Director do Teatro Nacional de São Carlos, João Paes, que constará de um recital (graciosamente oferecido pela homenageada) preenchido com trechos de óperas de Giuseppe Verdi e de Marcos Portugal. A ilustre cantora será acompanhada ao piano por Nuno Lopes.

Elisabete Matos é detentora de vários 1ºs prémios em concursos nacionais e internacionais, tais como o Plácido Domingo World Ópera Contents, Concurso de canto Luísa Todi, o Belvedere de Viena, entre outros. Recebeu também o prémio de final de curso Lola Rodriguez de Aragón, o prémio Lyons da Lírica Italiana, o prémio Femina 2012 e o prémio Voz do Ano 2012.
Foi galardoada com um Grammy em 2000 pela gravação do papel titular de La Dolores, de Tomás Bretón, com Plácido Domingo para a Decca.

Elisabete Matos recebeu a condecoração de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa, Doutor Jorge Sampaio; foi galardoada com a Medalha de Ouro de Mérito Artístico da Cidade de Guimarães, pelo Presidente da Câmara, Doutor António Magalhães, foi condecorada Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.

Acaba de receber a medalha de Mérito Artístico outorgada pela Secretaria de Estado da Cultura.

Não será descabido terminar esta notícia com as opiniões dos seus mais célebres parceiros nos palcos de ópera e de concerto das “4 Partes do Mundo”, os tenores espanhóis Plácido Domingo e Josep Carreras, escritas há 15 anos, depois do concerto em que Zubin Mehta dirigiu os 3 cantores (em Parma, em memória de Verdi), que foi transmitido para todo o mundo.

 

Finda a sessão será servido um jantar, ao preço de 35,00€ por pessoa.
Atendendo à solenidade do acto, solicita-se aos homens o uso de fato escuro.

 

26 de Abril, 3ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate – Ciclo “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”
Será a 26 de Abril o próximo jantar-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”, tendo Eduardo Marçal Grilo como orador convidado.

Antigo ministro da Educação de António Guterres, e administrador da Fundação Gulbenkian até há bem pouco tempo, Marçal Grilo considera-se um servidor público e um leitor compulsivo, tendo o ciclismo como um dos seus hobbies favoritos.

Se é compulsivo na leitura, não o é menos na escrita, mantendo um diário desde 1993, com mais de 80 cadernos elaborados, dos quais admite um dia publicar “ pelo menos uma parte”.

Eduardo Carrega Marçal Grilo é natural de Castelo Branco, onde nasceu em 1942. Terminou em 1966 a licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, e em 1968 obteve o grau de "Master of science in Applied Mechanics" pelo Imperial College na Universidade de Londres. Depois, em 1973, completou o doutoramento em Engenharia Mecânica na Universidade Técnica de Lisboa.

Em início de carreira, de 1973 a 1976, foi professor auxiliar do Instituto Superior Técnico; de 1976 a 1980, director geral do Ensino Superior; e, a partir de 1981, tornou-se consultor do Banco Mundial e desempenhou vários cargos de direcção, entre os quais, em 1989, a responsabilidade pelo Serviço para a Cooperação da Fundação Gulbenkian, assumindo, em 1992, a presidência do Conselho Nacional de Educação.

Marçal Grilo é ainda autor de diversos trabalhos sobre educação, engenharia e cooperação para o desenvolvimento. Foi nomeado ministro da Educação durante o governo socialista chefiado por António Guterres, tendo ocupado o cargo de 1995 a 1999.

A 18 de Janeiro de 2006, Marçal Grilo foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.

Desde Outubro de 2015 que frequenta a cadeira de "História dos Fascismos" da licenciatura em História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e tem como um das suas paixões de leitura tudo o que diga respeito à Segunda Guerra Mundial.

A mais recente intervenção pública que teve foi como mandatário nacional da candidatura presidencial de Maria de Belém, uma participação política rara no seu currículo, justificada pelo facto de terem sido colegas no mesmo governo e de manter, desde então, uma genuína admiração por ela, a quem atribui uma personalidade solidária com “uma grande preocupação com os outros”.

Marçal Grilo define-se como independente, “mas não sou neutro”. E confessou, em recente entrevista, com desassombro, não ser “um homem que goste de interferir na política, a política é para os políticos, para profissionais da política”, explicando que “a minha incursão durou quatros anos, fui ministro de António Guterres, mais nada”.

É com o mesmo desassombro que  refere a sua convicção de que “ um Governo de esquerda tem uma probabilidade baixa de correr bem”, E explica-se assim: “Sou um grande apologista de acordos entre os dois principais partidos, tenho pena que isso não esteja a ser possível”.

É esta personalidade discreta mas frontal, com uma história de vida feita de rigor e de inteligência, e com uma relevante folha de serviços na Cultura, que poderemos ouvir na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, num jantar-debate que promete uma reflexão e participação alargadas. 

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

27 de Abril, 4ª feira, pelas 19:30h
Comemoração do centenário da morte de Mário de Sá Carneiro
O Grémio Literário organiza, na Biblioteca, uma conferência, no âmbito da comemoração do centenário da morte de Mário de Sá Carneiro, sendo conferencista António Valdemar, intitulada “Mário de Sá Carneiro, vida e poesia entre o Chiado e Paris”.

António Valdemar, jornalista, investigador e olisipógrafo, autor de livros sobre história, literatura, arte e património, tem no centenário do Orpheu (1915- 2015) e dos seus principais representantes, escrito textos de análise crítica, proferido conferências e participado em colóquios e outras intervenções públicas.

Do grupo e da geração do Orpheu, António Valdemar ainda privou com Armando Cortes – Rodrigues, Raul Leal, Alfredo Guisado, destacando– se, contudo, o convívio e a amizade com Almada Negreiros, durante muitos anos. Este concedeu - lhe entrevistas acerca da sua vida e obra, parte das quais reunidas no livro “Almada, os Painéis, a Geometria e Tudo”, cujo lançamento pelo Prof Doutor Eduardo Lourenço, se realizou no Grémio Literário.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Maio

 

4 de Maio, 4ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro

Por iniciativa do Consócio Prof. Doutor António Rebelo de Sousa vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “Banking in Portugal”, em coautoria com prestigiados economistas.

A apresentação ficará a cargo dos Consócios Eng. Mira Amaral (Ex-Ministro do Trabalho e da Indústria, Ex-Administrador do BPI e Ex-CEO da CGD e do Banco BIC) e Prof. Doutor António Mendonça (Professor Catedrático do ISEG e Ex-Ministro dos Transportes).

No final haverá lugar a um beberete.

 

9 de Maio, 2ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro

O Grémio Literário, por iniciativa do Consócio Dr. Paulo Noguês, promove a apresentação do livro “Portugal e o Projecto Europeu”, da editora Diário de Bordo e da autoria da Professora Glória Rebelo, estando a apresentação a cargo da Dra. Edite Estrela e do Dr. Jorge Coelho.

 

10 de Maio, 3ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro

Por iniciativa do Consócio Arq. Pedro Belo Ravara vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “A CONSOLIDAÇÃO DE UMA PRÁTICA: do edifício fabril em betão armado nos EUA aos modelos europeus de modernidade”, editado por Jorge Ferreira da editora Caleidoscópio, o qual fará uma introdução.

O livro será apresentado por Ana Tostões (Arquitecta, Mestre em História e Doutorada pelo IST) e Paulo Pereira (Historiador e Mestre em História de Arte e Doutorado em História de Arquitectura).

 

13 de Maio, 6ª feira, pelas 19:00h
Ciclo Literário

Integrado no Ciclo de Literatura Portuguesa, organizado pelo Consócio Dr. António Aires Gonçalves, o Grémio Literário vai realizar, na Biblioteca, uma sessão dedicada à vida e obra da escritora Teresa Rita Lopes, sócia efectiva da Academia das Ciências de Lisboa, ficando a apresentação a cargo da Prof.Doutora Teresa Carvalho, Dr. José Jorge Letria e Dra. Clara Riso.

Teresa Rita Lopes é Professora Catedrática Jubilada de Literaturas Comparadas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Licenciada em Filologia Românica, doutorou-se em Paris com uma tese sobre Fernando Pessoa, tendo consagrado a sua carreira de investigação ao estudo da obra deste escritor.

Para além de investigadora, sobretudo da obra pessoana, de que iniciou recentemente uma colecção de 7 volumes, é autora de poesia, tendo publicado igualmente obras de conto e teatro. A sua carreira literária tem merecido a atribuição de diversos prémios, nomeadamente o "Prémio de Consagração" da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2011.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

18 de Maio, 4ª feira, pelas 20:00h
Homenagem ao Dr. José Macedo e Cunha

O Dr. José de Egipto Macedo e Cunha, falecido em 4 de Novembro de 2015, foi Presidente do Grémio Literário, na última década e meia, cargo que exerceu com inexcedível brilho.

No próximo dia 18 de Maio, pelas 20:00h, por iniciativa do Conselho Director, realiza-se uma cerimónia de homenagem, em sua memória, convidando-se todos os Consócios a ela se associarem.

O elogio do homenageado será proferido pelo Prof. Doutor António Vasconcelos Tavares.

Seguir-se-á um jantar ao preço de 35€ por pessoa.

 

19 de Maio, 5ª feira, pelas 19:30h
Evocação de Nicolau Maquiavel

Por ocasião do V Centenário da publicação de “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, o Grémio Literário promove uma sessão de evocação dessa grande figura do pensamento universal, na sua complexidade e grandeza e daquela sua obra, por muitos considerada uma espécie de breviário dos homens de Estado, e que foi, e continua a ser, alvo dos mais apaixonados debates.

“O Príncipe”, livro velho de cinco séculos, continua actual no exame que faz dos objectivos da política e dos meios que, ao longo dos tempos, os seus cultores se têm servido para os atingir.

Para nos falar sobre os ensinamentos que daquela tão rica obra se podem colher, contaremos com a inteligência lúcida e a vasta cultura histórica e política do Prof. Doutor Adriano Moreira, cujo curriculum, nas áreas da cultura, da política, como ministro, deputado e líder partidário, e da análise sociológica, é por todos bem conhecido.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

25 de Maio, 4ª feira, pelas 20:00h
Recital Tenor Carlos Guilherme

Carlos Guilherme, tenor com vasto curriculum e reportório internacional, vai realizar um recital de Canto e Piano no Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma, no próximo mês de Junho, integrado na mostra de Cultura Portuguesa que se realiza naquela cidade.

Como ante-estreia desse programa, Carlos Guilherme amavelmente se disponibilizou para realizar um recital, acompanhado ao piano por Armando Vidal, na Biblioteca do Grémio Literário.

O Recital será seguido de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

31 de Maio, 3ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro

Por iniciativa do Consócio Prof. Doutor António Rebelo de Sousa vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “Desafio Português II”, de sua autoria.

A apresentação ficará a cargo do Prof. Doutor Mário Caldeira Dias, da Dra. Isabel Corker e do Prof. Doutor Guilherme d’Oliveira Martins.

No final haverá lugar a um beberete.

 

Junho

16 de Junho, 5ª feira, pelas 18:00h
Lançamento de Livro
 

Por iniciativa do Consócio Dr. Filinto Elísio Correia e Silva vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “Zen Limites”, da Rosa de Porcelana Editores.

A apresentação ficará a cargo do Dr. Daniel Adrião.

 

23 de Junho, 5ª feira, pelas 19:00h
Colóquio sobre História do Cinema
 

Por iniciativa do Consócio Dr. Rui Nobre, o Grémio Literário vai organizar um colóquio temático com Mário Augusto, jornalista da RTP especializado em Cinema, intitulado "1001 histórias à volta do Cinema".

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

24 de Junho, 6ª feira, pelas 20:30h
Jantar dos Santos Populares – Orquestra de Jazz “Lisbon Swingers”

Estimulados pelo êxito dos anos anteriores, vai realizar-se, novamente, um jantar no jardim, animado pela orquestra de jazz “Lisbon Swingers”. A banda, com cerca de 20 elementos, está voltada para a interpretação dos grandes temas de jazz, nomeadamente dos clássicos americanos da era do swing. Os seus gostos são ecléticos mas procuram, frequentemente, aproximar-se do som típico de orquestras conhecidas como as de Count Basie ou de Duke Ellington.

Caso se verifiquem condições meteorológicas adversas, o evento realizar-se-á no interior do Grémio Literário.

O preço do jantar é de 45€ por pessoa.

 

28 de Junho, 3ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate  
Ciclo “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”

O historiador Rui Ramos é o orador convidado no ciclo de jantares-debate em Junho, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Que Portugal queremos ser, que Portugal vamos ter?”.

Polémico e frontal, é de um dos mais activos protagonistas de uma nova geração que se tem afirmado pela qualidade da sua intervenção no espaço público, sem concessões a tendências seguidas como moda e avesso, por natureza, ao politicamente correcto.
 
De acordo com a sua biografia pública, Rui Manuel Monteiro Lopes Ramos nasceu em Torres Vedras, em 1962, e licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1985, onde teve uma breve passagem como assistente estagiário. 

Foi ainda professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (1998-2001) e, depois, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (desde 2001).
No Instituto de Ciências Sociais, foi membro da Comissão Permanente do Conselho Científico (2001-2004), vogal da Comissão de Pós-Graduação (1998-2000) e membro do conselho de redacção da revista Análise Social (2003-2004).
Enquanto historiador, especializou-se na história de Portugal dos séculos XIX e XX, estudando sobretudo os aspectos políticos e culturais. Tem-se dedicado, em particular, à investigação da época do final da monarquia constitucional e da I República.

Interessa-se, também, pela história das ideias políticas na Europa dos séculos XIX e XX, tema sobre o qual tem orientado vários seminários no Instituto de Ciências Sociais, no âmbito do programa de mestrado e doutoramento em Política Comparada. Doutorou-se em Ciência Política, pela Universidade de Oxford, em 1997.

É autor de dezenas de artigos publicados em revistas científicas portuguesas e estrangeiras, e de vários livros, entre os quais "A Segunda Fundação", 1994, Volume VI da História de Portugal dirigida por José Mattoso, "João Franco e o Fracasso do Reformismo Liberal", 2001, e a Biografia de D. Carlos I de Portugal, na série dos Reis de Portugal, de 2006.

Foi, ainda, um dos Coordenadores da obra, em três volumes, Dicionário Biográfico Parlamentar, e autor de A Monarquia Constitucional, de 2004-2005. Colaborou no projecto internacional El Léxico Político y Social de la Modernidad Iberoamericana (Proyecto Iberconceptos), que congrega investigadores de universidades espanholas, portuguesas e latino-americanas com vista à elaboração de um Dicionário de História dos Conceitos Políticos e Sociais no Mundo Ibero-Americano, entre 1750 e 1870.

Foi um dos fundadores e membro do Conselho de Redacção da "Penélope. Revista de História e Ciências Sociais", entre 1988 e 2006 e um dos organizadores dos dois Congressos de "História Social das Elites", em 1991 e em 2003.
É vogal da Administração do jornal online Observador, presidida por António Carrapatoso.

Em Outubro de 2002, a Academia Europaea outorgou-lhe a distinção de Burgen Scholar "in recognition of excellent academic achievement".

Em 2009, recebeu o Prémio D. Dinis, conjuntamente com Bernardo de Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro pela obra História de Portugal.
A 7 de Junho de 2013 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Numa entrevista em 2010, Rui Ramos já advertia para  o facto de sermos “uma população que mostrou sempre uma grande disponibilidade para ter expectativas acima dos recursos que tem. Um Estado sempre com défice, com uma dívida gigantesca (…)”.

E interrogava-se: “o que é que isto revela?” E a sua resposta não podia ser mais incisiva: “ Revela uma sociedade aspiracional que não vive com os recursos que tem, que pretende proporcionar às gerações seguintes melhores condições de vida do que aquelas que conheceu. Também temos a verrina, a má-língua, o reduzir tudo a proporções mesquinhas. E, mais uma vez, são coisas ambivalentes: alguém que tem sucesso em Portugal, tem sucesso contra tanta coisa, que algum mérito há-de ter!”

Nessa mesma entrevista, encarava a sociedade portuguesa como uma das que “mais mudaram nos últimos 30 ou 40 anos”, com um percurso que “outras sociedades seguiram em 50, 70, 100 anos”.

Para Rui Ramos, “passámos de uma sociedade rural para uma sociedade urbana, de uma ocupação agrícola para uma ocupação no sector dos serviços. Isto tudo no tempo de uma geração”.

É esta personalidade, com um recorte invulgar e um invejável currículo como historiador e académico, que poderemos ouvir na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, num jantar-debate que, ao reflectir sobre o passado, perspectiva o presente e o futuro.
O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Julho

4 de Julho, 2ª feira, pelas 20:00h
Jantar/Palestra sobre Fernão de Magalhães

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, um jantar/Palestra animado pelos Engs. José Eduardo Cansado de Carvalho de Mattos e Silva e António Luis Cansado de Carvalho de Mattos e Silva, sob o tema: “Fernão de Magalhães: agente secreto para a questão das Molucas”.

Os palestrantes, para além de distintos profissionais nas suas áreas de formação académica, têm-se dedicado a temas de carácter histórico, com trabalhos de investigação divulgados em diversas conferências no país e no estrangeiro e em livros e artigos publicados em revistas de especialidade.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

Setembro

22 de Setembro, 5ª feira, pelas 19:00h
Exposição de Fotografia “Non-Places”

Inauguração da exposição de fotografia “Non-Places” da autoria de Isabel Zuzarte, organizada pelo Grémio Literário em colaboração com o Consócio Prof. Doutor Diogo Leite de Campos.

A exposição estará patente, até ao dia 22 de Outubro, podendo ser visitada no horário de expediente do Grémio Literário.

 

23 de Setembro, 6ª feira, pelas 20:00h
ConferênciaPelas vias de uma Roma lusitana”

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, uma conferência intitulada “Pelas vias de uma Roma lusitana”, pelo Doutor Francisco de Almeida Dias, licenciado em História de Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

O conferencista é bolseiro Erasmus em Roma (La Sapienza), iniciando a colaboração com o Instituto Português de Santo António / Embaixada de Portugal, junto da Santa Sé, onde tem desenvolvido até hoje várias actividades nos âmbitos da biblioteca e arquivo histórico, cursos de português e galeria de arte, efectuado estudos de natureza histórica, histórico-artística e cultural sobre a presença de Portugal em Roma e em Itália, tendo sobre os mesmos publicado vários artigos e participado em conferências e seminários.

Partindo de uma visita virtual a Santo António dos Portugueses, centro espiritual e simbólico, o mais representativo da presença nacional em Roma desde Quatrocentos, serão evocados alguns dos protagonistas da história luso-romana, que nos irão guiando por uma nova grande capital, desconhecida dos guias turísticos, um espaço que atravessa transversalmente a dimensão do tempo – e que fala português.

A sessão será seguida de jantar, na Varanda, ao preço de 30€ por pessoa.

 

27 de Setembro, 3ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate  
Ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”

Com este jantar-debate inicia-se um novo ciclo promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, agora subordinado ao tema “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?” tendo Diogo Freitas do Amaral como orador convidado.

Professor catedrático jubilado, fundador do CDS, político com uma carreira invulgar, Diogo Freitas do Amaral foi testemunha privilegiada da Revolução do 25 de Abril, fez a “ponte” entre dois regimes, viu a democracia nascer e nunca se furtou ao debate, polémico que fosse, em defesa das suas ideias e convicções, sem nunca se pautar pelo politicamente correcto.
 
De acordo com a sua biografia pública, Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, jurisconsulto e político, nasceu na Póvoa de Varzim a 21 de Julho de 1941, ingressando aos 18 anos na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em 1963.
Discípulo de Marcelo Caetano, viria a dedicar-se à carreira académica na mesma Faculdade, especializando-se em Direito Administrativo, concluindo em 1967, o doutoramento em Ciências Jurídico-Políticas.
Chegou a professor catedrático em 1984 e cumpriu, também, cinco mandatos como presidente do Conselho Científico da Faculdade de Direito de Lisboa.
Em 1977, iniciou a sua colaboração com a Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Em 1998, depois de ter estado entre os fundadores da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, abandonou a Clássica, dedicando-se exclusivamente ao ensino na Nova, onde também presidiu à Comissão Instaladora, até 1999.
No dia 22 de Maio de 2007 leccionou nessa Faculdade a sua última aula, com o tema “Alterações do Direito Administrativo nos últimos 50 anos”.

Desde 2011 rege, na Faculdade de Direito da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias a disciplina de Direito Público da Economia, coordenando o Centro Português de Estudos Lusófonos.
Autor de um Curso de Direito Administrativo, com diversas edições desde 1986, Freitas do Amaral é considerado uma  das principais autoridades  do Direito Administrativo da Escola de Lisboa.
Cofundador do CDS, logo após o 25 de abril de 1974, Diogo Freitas do Amaral foi presidente da Comissão Política Nacional deste partido, entre 1974 e 1982, e, de novo, entre 1988 e 1991. Foi membro do Conselho de Estado, de 1974 a 1982, deputado à Assembleia Constituinte, eleito em 1975, e à Assembleia da República, entre 1976 e 1983, e, novamente, de 1992 a 1993.
Em 1979, constituiu com Francisco Sá Carneiro, enquanto líder do Partido Social Democrata, e Gonçalo Ribeiro Teles, líder do Partido Popular Monárquico, a coligação Aliança Democrática. A esta formação viriam a juntar-se José Medeiros Ferreira e António Barreto, do Movimento dos Reformadores, dissidentes do Partido Socialista.
A AD viria a ganhar, com maioria absoluta, as eleições legislativas de 1979 — a primeira maioria absoluta concedida a uma coligação pré-eleitoral na Democracia portuguesa — e em 1980.

Na sequência desse resultado, Freitas do Amaral fez parte do VI Governo Constitucional, como Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, desde janeiro até dezembro de 1980.

Após a tragédia de Camarate, que vitimou o Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, cuja morte e dos que o acompanhavam lhe coube anunciar na televisão, assumiu funções como Primeiro-Ministro interino do mesmo Governo.
Sob a chefia de Francisco Pinto Balsemão, que sucedeu a Sá Carneiro no cargo de Primeiro-Ministro, integrou em seguida o VIII Governo Constitucional, como Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional, de 1981 a 1983.
Entre 1981 e 1982 foi, igualmente, Presidente da União Europeia das Democracias Cristãs.

Candidato a Presidente da República nas eleições de 1986, obteve o apoio do PSD e do CDS, atingindo 48,8% dos votos na segunda volta, a curta distância do vencedor, que seria Mário Soares.
Foi até hoje o único português a presidir à Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1995-1996.

Em finais da década de 1990 afastou-se do CDS, anunciando a sua retirada da política activa. Mais tarde, em 2005 aceitaria o convite, como independente, para ministro dos Negócios Estrangeiros do XVII Governo, formado pelo Partido Socialista. Nesse mesmo ano demitiu-se de membro do Partido Popular Europeu, por considerar incompatível com a sua condição de ministro num governo socialista.

Por motivos de saúde, abandonaria o cargo governativo em junho de 2006.

Mais recentemente, foi muito crítico em relação aos secretários de Estado do actual Governo, que viajaram a expensas da petrolífera portuguesa para assistirem a jogos de futebol da Selecção em França, defendendo a sua demissão, o que não veio a acontecer.

Freitas do Amaral tem numerosos livros publicados, desde matéria da sua especialidade no Direito, até obras diversas que traduzem a diversidade dos seus interesses intelectuais e uma vastíssima cultura humanista.
Um dos seus livros mais recentes foi publicado no ano passado. Com o título "CDS - 40 anos ao serviço de Portugal", Freitas do Amaral não contorna as razões que o levaram a afastar-se do partido que fundou, dizendo que “ninguém traiu ninguém” e que continuam "irmãos, embora separados".

Junta, ainda, várias e importantes condecorações, nacionais e estrangeiras, entre as quais a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal.

É esta personalidade, com um recorte invulgar e um invejável currículo como académico e político, que poderemos ouvir na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, num jantar-debate sobre as perspectivas que se deparam para a União Europeia e para Portugal como parte dessa comunidade. 

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

Outubro

10 de Outubro, 2ª feira, pelas 19:00h
Apresentação de livro

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, a apresentação do livro “Da Incrível Máquina Cerebral do Senhor de Santo Marçal”, de L. Miranda, com leitura encenada de fragmentos, sendo oradora a escritora Joana Bértholo.
O nome é lançado ao acaso, Senhor de Santo Marçal, viajante sem espaço nem tempo, potência de um infinito incriado.
Quando lhe perguntam de donde vem ou quem é, tem o mesmo traço, quando revelam que o conhecem desde sempre, a mesma pátria, a mesma família. Só a fivela estoica, o impede de abjurar ou rir, o seu olhar torna-se uma roda de bicicleta que tudo abarca, o próprio todo.
Ao longo do livro está sugerida uma viagem de Poente para Nascente, sistematicamente, fraturada pela Máquina Cerebral da personagem principal que, no seu movimento contínuo, contracena com figuras míticas e reais que enformam uma civilização, mentalmente, declinada.
Tal como é preconizado por um dos princípios da arte zen, “Da Incrível Máquina Cerebral do Senhor de Santo Marçal” - livro escrito no futuro - está, deliberadamente, incompleto e com contradições, para que o leitor possa deleitar-se a decifrá-lo.

 

11 de Outubro, 3ª feira, pelas 19:30h
Palestra “Do Azul e Branco ao Verde Rubro: A Simbólica da Bandeira Nacional”

 

O Grémio Literário organiza, na Biblioteca, uma palestra subordinada ao tema “Do Azul e Branco ao Verde Rubro: A Simbólica da Bandeira Nacional”, sendo orador o Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira.

Baseada no seu último livro, “Heróis do Mar. História dos Símbolos Nacionais”, Esfera dos Livros, Lisboa, 2015, a palestra incidirá sobre a história da bandeira portuguesa e o seu simbolismo ao longo dos tempos.

Nuno Severiano Teixeira é Professor Catedrático e Vice-Reitor da Universidade Nova de Lisboa e Director do Instituto Português de Relações Internacionais, tendo obtido o seu Doutoramento em História das Relações Internacionais pelo Instituto Universitário Europeu, Florença. É Professor Agregado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa.

Foi Visiting Professor na Universidade Georgetown (2000), Visiting  Scholar  na Universidade de Califórnia, Berkeley (2004) e Senior Visiting Scholar no Instituto Universitário Europeu, Florença (2010).
Foi Director do Instituto de Defesa Nacional (1996/2000). Foi Ministro da Administração Interna (2000/2002) e Ministro da Defesa (2006/2009).

Tem obra publicada sobre história militar, história das relações internacionais, história da construção europeia e questões de política externa, segurança e defesa.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

12 de Outubro, 4ª feira, pelas 13:00h
Apresentação de livro

Por iniciativa do consócio Dr. Ibsen Noronha vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “Guia Pessoal dos Restôs e Bistrôs Parisienses” de autoria do Dr. Pedro Gordilho. Advogado militante em Brasília desde a fundação da capital brasileira, o autor foi Ministro do Tribunal Superior Eleitoral nos anos 80, e integra o júri que escolhe The World´s 50 Best  Restaurants.
 
Sendo exímio pianista vai brindar os presentes com três peças clássicas do cancioneiro brasileiro: Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Morais); Escorregando (Ernesto Nazareth) e O trenzinho do caipira (Villa Lobos e Ferreira Gullar).

O almoço será servido na Sala Luiz XV ao preço de 30€ por pessoa, durante o qual o autor falará sobre a gastronomia em Paris.

 

 

12 de Outubro, 4ª feira, pelas 19:00h
Conferência sobre Lisboa Romana

O Grémio Literário organiza, na Biblioteca, uma conferência sobre o tema “Contributo pré-romano e romano na estruturação urbana, económica, social e cultural de Olisipo”, sendo orador o Dr. Clementino Amaro, coordenador do projecto Olisipo Forum.

A riqueza proporcionada pela vasta planície aluvial do vale do Tejo, a presença de minérios, a boa navegabilidade do rio e seus afluentes, dinamiza a chegada de populações semitas que vão influenciar e interagir com os povoados pré existentes, entre os quais Lisboa, a partir do século VII a.C..
A ocupação republicana deste mesmo território prepara a grande reestruturação urbana que o povoado de Olisipo vai sofrer a partir de inícios do século I d.C..

Nas últimas décadas, a arqueologia presente diariamente na cidade, está a proporcionar uma constante actualização na nossa visão sobre o longo e interventivo papel desempenhado por Lisboa na ligação do eixo Mediterrâneo-Atlântico.

O Dr. Clementino Amaro concluiu a licenciatura em História na Faculdade de Letras de Lisboa em 1977. Desenvolveu trabalhos no âmbito da arqueologia e sua gestão no então IPPC/IPPAR, actual Direcção Geral do Património Cultural, até 2003, onde coordenou projectos de escavação, de valorização e de musealização de sítios arqueológicos, nomeadamente em Lisboa, como o Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (Fundação Millennium BCP) e da Casa dos Bicos.
No âmbito da cooperação, dirigiu trabalhos arqueológicos na República de Cabo Verde, e integrou uma equipa mista para o levantamento do património comum em Angola. Dirigiu os trabalhos arqueológicos em Macau na fase da criação do Museu de Macau. Integrou uma equipa mista na Acção Piloto Portugal/Espanha/Marrocos no projecto que incluiu o estudo das cerâmicas islâmicas da região de Lisboa e da Estremadura espanhola.
Participa actualmente na co-direcção e divulgação dos projectos de investigação da villa romana do Monte da Chaminé, Ferreira do Alentejo e da olaria romana da Garrocheira, Benavente.
É autor e co-autor de artigos e publicações versando a produção anfórica e o mundo rural romano, cerâmicas islâmicas e contextos de fortificações e espaços religiosos, do período moderno.

A sessão será seguida de jantar na Sala Louis XV ao preço de 30€ por pessoa.

 

13 de Outubro, 5ª feira, pelas 19:00h
Lançamento de livro

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, a apresentação do livro “Doença de Ménière – do Diagnóstico à Terapêutica”, cujo coordenador é o Consócio Prof. Doutor João Paço.

Nesta obra de 15 capítulos e 300 páginas os autores abordam uma das principais doenças que estão na origem das vertigens, alterações de equilíbrio e surdez, suas causas fisiopatogénicas e especial ênfase, tanto para a terapêutica médica como cirúrgica.

A apresentação da obra fica a cargo do coordenador do livro, Prof. Doutor João Paço, sendo os comentários feitos pelo Prof. Doutor António Rendas, magnífico Reitor da Universidade Nova de Lisboa.

A sessão será seguida de um cocktail na Sala Louis XV.

 

26 de Outubro, 4ª feira, pelas 19:30h
Evocação da obra “Utopia” de Tomas Morus

Por ocasião da passagem do V Centenário da publicação do livro “Utopia”, de Tomas Morus, o Grémio Literário organiza, na Biblioteca, uma sessão evocativa daquela obra, um dos exercícios intelectuais que teve maior impacto no pensamento sociológico e político, e também na história da Literatura, nos últimos séculos. Trata-se de um texto que, por intemporal, como são todas as grandes obras do pensamento universal, continua a ser de grande actualidade. Os inúmeros colóquios, conferências e debates, que se têm organizado este ano, tendo aquela obra como ponto central, são disso prova bastante.

O neologismo Utopia, que passou a fazer parte da linguagem universal, é por muitos associado á ideia de um sonho ou de um projecto humano inalcançável, tendo por isso uma conotação negativa, esquecendo-se o que ele pode conter em si de estímulo e de incitamento à acção, sendo então um antídoto contra o desânimo e a desesperança.

De tudo isto, e do mais que o conteúdo da obra de Tomas Morus lhe tenha suscitado, nos falará o Prof. Dr. Viriato Soromenho Marques, figura pública de todos conhecida, com a autoridade que lhe é conferida pelo seu prestigiado percurso como Professor Catedrático de Filosofia, conferencista fluente e cativante, investigador em áreas tão diversas como o Ambiente, os Assuntos Europeus e a Filosofia Política, e ainda em todas aquelas que têm um impacto decisivo na nossa vida colectiva como portugueses, como europeus ou como simples cidadãos do Mundo. O Prof. Dr. Soromenho Marques tem publicadas inúmeras obras dedicadas àqueles temas, que têm merecido a melhor atenção do público em geral e dos especialistas de todas aquelas áreas em especial.

A sessão será seguida de jantar, na Varanda, ao preço de 30€ por pessoa.

 

27 de Outubro, 5ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate
Ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”

Promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário vai realizar-se, na Biblioteca, o segundo jantar-debate do novo ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”, que contará com a participação do Consócio Prof. Doutor Guilherme D ´Oliveira Martins como orador – convidado.

Guilherme D ´Oliveira Martins, actualmente administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, e que sucedeu a  Helena  Vaz da Silva  na dinamização do Centro Nacional de Cultura, tem uma vida pública
repartida por destacadas funções, quer enquanto governante ou, mais recentemente, como presidente do Tribunal de Contas, onde se distinguiu por uma intervenção rigorosa e atempada.

Quem o conhece de perto, acha-o um católico tranquilo, com um temperamento conciliador, mais propenso à inclusão do que à exclusão. Disse um dia, numa entrevista mais intimista, que “às vezes olho para mim e digo que foi bom como que viver várias vidas”.
Sobre a sua actividade política não esconde o que pensa. “Entendi sempre – disse nessa entrevista - que a vida política deve decorrer da responsabilidade cívica. Recusei uma carreira política porque entendo que a independência de quem está na vida política é muito importante (…) A política profissional tem um terrível inconveniente: a dependência. Nunca me passou pela cabeça ter uma carreira política como profissional, por isso tive sempre a universidade e a carreira de jurisconsulto. Disse que continuava a ser um jurista no activo. É importante para o meu próprio equilíbrio”.

Nascido em Lisboa, a biografia pública de Guilherme d'Oliveira Martins é extensa e invulgar. Licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas, foi assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, consultor jurídico dos Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986, e director dos Serviços Jurídicos da Direcção-Geral do Tesouro. Foi também professor auxiliar convidado na Universidade Internacional, em Lisboa.
Cedo se interessou pela política, tendo sido membro fundador da Juventude Social Democrata, logo em 1974, e secretário-geral adjunto do Partido Popular Democrático, sendo líder Francisco Sá Carneiro.
Abandonou o PSD em Abril de 1979, na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, acompanhando Joaquim Magalhães Mota, António Sousa Franco, Sérvulo Correia e outros. Iniciava, assim, a sua aproximação ao Partido Socialista.

Em 1980 tomou assento como deputado à Assembleia da República, já eleito pelo PS.
Mais tarde, envolveu-se na primeira candidatura presidencial de Mário Soares, como membro da Comissão Política e porta-voz do MASP. Com a vitória de Soares foi designado assessor político da Casa Civil do Presidente da República, função que desempenhou até 1991. 
Porém, com a chegada de António Guterres ao governo, em 1995, Oliveira Martins foi chamado a ocupar, sucessivamente, os cargos de Secretário de Estado da Administração Educativa, e de ministro da Educação, da Presidência e das Finanças.
Foi presidente do Tribunal de Contas, entre 2005 e 2015 e, por inerência, do Conselho de Prevenção da Corrupção. Desde 2003 é professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e, desde 2008, também no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

Personalidade profundamente dedicada à cultura, com vasta obra publicada em livro e dispersa em artigos regulares na Imprensa, Guilherme D ´Oliveira Martins assumiu em 2003 a presidência do Centro Nacional de Cultura.
A 9 de outubro de 2015 foi cooptado como membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, sucedendo a Eduardo Marçal Grilo.
Entre outros cargos de relevo que exerceu, contam-se os de presidente da SEDES e de vice-presidente da Comissão Nacional da UNESCO.
Foi agraciado com a Medalha de Grande-Oficial Ordem do Infante D. Henrique. É sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, membro efectivo da Academia de Marinha e Académico de Mérito da Academia Portuguesa da História e sócio Honorário do Grémio Literário. Em 2015, recebeu do Presidente da República, a condecoração, da Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

É esta personalidade, com um excepcional currículo, tanto na Cultura como na política, que se envolveu com entusiasmo neste projecto de ciclos de jantares-debate, desde o seu lançamento, que voltaremos a ouvir, sobre as perspectivas que se deparam para a União Europeia e para Portugal como parte dessa comunidade.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

28 de Outubro, 6ª feira, pelas :19:30h

Lançamento de livro

Em colaboração com a Fundação Pedro Ruivo, vai realizar-se, na Biblioteca, o lançamento do livro infantil “ A cor do coração”, da autoria da Presidente daquela Fundação e nossa consócia Dra. Maria de Jesus Guerreiro Bispo.
Seguidamente, a pianista Luana Ambrósio e a violinista Adelina Marques, interpretam obras de diversos compositores.

A sessão será seguida de jantar, na Varanda, ao preço de 30,00€ por pessoa.

Novembro

9 de Novembro, 4ª feira, pelas 19:00h
Conferência sobre Lisboa Islâmica
O Grémio Literário organiza, na Biblioteca, uma conferência sobre o tema “A cidade islâmica de Lisboa: sua presença no quotidiano urbano”, sendo orador o Dr. Clementino Amaro, coordenador do projecto Olisipo Forum.

A designada “Cerca Moura”, Alfama e o bairro da Mouraria funcionam como três referenciais da presença islâmica no quotidiano da cidade de Lisboa. A  arqueologia  tem  revelado, nas últimas décadas, estruturas,
 áreas habitacionais, locais de recolha de mantimentos, e ainda loiças de carácter doméstico, contentores de líquidos e sistemas de iluminação. Mas, para além da presença de bairros, junto ao esteiro da baixa, associados à intensa actividade portuária e comercial, são já conhecidos equipamentos industriais, com destaque para os centros oleiros, aos quais estão associadas peças de excepcional qualidade funcional e estética.

O Dr. Clementino Amaro, licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, com uma longa experiência em trabalhos de arqueologia, tem coordenado e participado em projectos de escavação, de valorização e de musealização de sítios arqueológicos, nomeadamente em Lisboa, como o Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (Fundação Millennium BCP) e da Casa dos Bicos.

Participa actualmente na co-direcção e divulgação dos projectos de investigação da villa romana do Monte da Chaminé, Ferreira do Alentejo e da olaria romana da Garrocheira, Benavente.

É autor e co-autor de artigos e publicações versando a produção anfórica e o mundo rural romano, cerâmicas islâmicas e contextos de fortificações e espaços religiosos, do período moderno.

A sessão será seguida de jantar na Varanda ao preço de 30€ por pessoa.

 

9 de Novembro, 4ª feira, pelas 19:00h
Exposição de Fotografia
Inauguração da exposição de fotografia de Francisco Huguenin Uhlfelder, fotógrafo desde os 11 anos,  sob o título “Dupla-Exposição”, organizada pelo Grémio Literário por iniciativa da Consócia Dra. Madalena de Brito Caiado.
 
“Dupla-Exposição” apresenta novas fotografias de Francisco Huguenin Uhlfelder, com dupla-exposição, onde o negativo fotográfico não avança na câmera e duas imagens são sobrepostas no mesmo fotograma. Ao assumir duas imagens num mesmo fotograma, o fotógrafo cria, sem interferência digital, uma outra imagem.

A exposição estará patente, até ao dia 7 de Dezembro, podendo ser visitada no horário de expediente do Grémio Literário.

 

22 de Novembro, 3ª feira, pelas 18:30h
Circulo Richard Wagner
O Grémio Literário organiza, em colaboração com o Consócio Dr. Vítor Martins, uma palestra subordinada ao tema "Setenta Anos de Wagner em São Carlos", proferida pelo Consócio Honorário Prof. Doutor Jorge Calado, com exibição de fotografias tiradas em Bayreuth, de grandes cantores wagnerianos que actuaram no Teatro Nacional de São Carlos.

O conferencista é licenciado em engenharia química pelo IST, doutorado em química pela Universidade de Oxford, Professor Emérito de química-física da Universidade de Lisboa, crítico cultural do Expresso e curador de cerca de 25 exposições de fotografia em Portugal e no estrangeiro.

No final será servido um Porto de Honra.

 

23 de Novembro, 4ª feira, pelas 20:00h
Jantar/debate  
Ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”
O terceiro jantar-debate do novo ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?” contará com a participação de António Vitorino como orador – convidado. Será a 23 de Novembro, na Biblioteca do Grémio Literário, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio Literário.

Advogado com um currículo invejável, António Vitorino preserva uma intensa actividade política, apesar de considerar-se fora dela. Próximo do líder do PS, António Costa, de quem é amigo e conselheiro, intervém com regularidade no espaço público, quer em artigos de opinião dispersos pela Imprensa, quer enquanto comentador na televisão.
Conhece igualmente bem António Guterres, a quem outorga a qualidade “de meu controleiro e vigilante perante os meus desvios esquerdistas”, conforme revelou numa entrevista de vida, reconhecendo ainda que sempre gostou de viver rapidamente - “Esse é um síndrome da minha vida (…) fiz sempre coisas muito cedo. Para poder viver, provavelmente, duas vidas numa só”.

Leitor compulsivo, sente ter vocação negocial e aprendeu a ter paciência com os chineses na sua passagem por Macau.

Licenciado em Direito (1981) e mestre em ciências jurídico-políticas, António Vitorino foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e dos departamentos de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa e da Universidade Internacional em Lisboa.

Admitido em 1983 na Ordem dos Advogados, desempenhou cumulativamente cargos em empresas diferentes e com relevante posição no tecido económico português.
Também exerceu as funções de professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Católica Global School of Law, da Universidade Católica Portuguesa. Foi presidente da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (2007-2009).

De acordo com a sua biografia oficial, Vitorino aderiu à Juventude Socialista, quando estudava no Liceu Camões. Não obstante a sua filiação, viria a aproximar-se de outros grupos, como a Frente Socialista Popular, o Movimento Socialista Unificado, em 1976, e ainda a União da Esquerda para a Democracia Socialista (UEDS), em 1978.

Em 1980 foi eleito, pela primeira vez, deputado à Assembleia da República, nas listas da UEDS, através da coligação Frente Republicana e Socialista. Foi, depois, sucessivamente eleito em cinco legislaturas, pelo PS até 2006. Foi deputado ao Parlamento Europeu, onde presidiu à Comissão das Liberdades Cívicas e dos Assuntos Internos.

Foi várias vezes chamado a funções governativas, tendo sido Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares no IX Governo Constitucional (1983-1985), Secretário-Adjunto do Governador de Macau (1986-1987), Ministro da Presidência e Ministro da Defesa Nacional no XIII Governo Constitucional (1995-1997).

Foi Comissário Europeu, responsável pela Justiça e Assuntos Internos (1999-2004), e juiz do Tribunal Constitucional (1989-1994).

A 9 de Junho de 2014 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

É esta personalidade, com um excepcional currículo, que muitos socialistas gostariam de ter visto ser primeiro ministro ou Presidente da República, que vamos ouvir na Biblioteca do Grémio Literário, sobre as perspectivas que se deparam para a União Europeia e para Portugal como parte dessa comunidade.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

25 de Novembro, 6ª feira, pelas 19:00h
Celebração do 171º aniversário de nascimento de Eça de Queiroz
O Grémio Literário e o Círculo Eça de Queiroz, instituições de referência na divulgação e preservação da obra e da memória de Eça de Queiroz, estabeleceram um Acordo que contempla a organização em anos alternados, por cada uma das instituições, nas respectivas sedes, da celebração do aniversário de nascimento daquele escritor.
 
Nos termos desse Acordo esta importante efeméride, que este ano se celebra na Sede do Grémio Literário, será realizada no próximo ano na Sede do Círculo Eça de Queiroz.
 
A Fundação Eça de Queiroz, Sócia Honorária do Grémio Literário, que desempenha um papel fundamental na projecção da vida e obra do grande escritor, associa-se, também, a estas comemorações.

Programa

- Boas vindas do Presidente do Conselho Director do Grémio Literário, Dr. António Pinto Marques;

- Apresentação geral pelo Eng. Luís dos Santos Ferro, membro do Conselho Literário do Grémio Literário;

- Divulgação de inéditos de Eça de Queiroz pela Dra. Irene Fialho, Sócia do Grémio Literário e Directora da Fundação      ..Eça de Queiroz;

- Evocação pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, Sócio Honorário do Grémio Literário.

 

Segue-se um jantar convívio, com uma ementa de inspiração queirosiana, conforme é tradição no Grémio Literário, ao preço de 40€ por pessoa. 

As reservas devem ser feitas até segunda-feira, dia 21.

Solicita-se o uso de fato escuro para os homens.

 

3 de Dezembro, Sábado, pelas 15:30h
Homenagem ao Senhor Dom Duarte Nuno  | Lembrar Dom Duarte Nuno (1907-1976)
A Real Associação de Lisboa, sob o alto patrocínio de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, levará a cabo no próximo dia 3 de Dezembro pelas 15:30h, no Grémio Literário, uma sessão evocativa do Senhor Dom Duarte Nuno, agora que passam quatro décadas sobre a sua morte.  

Para lembrar o pensamento e a acção do homenageado, serão oradores os Profs. Drs. Fernando Amaro Monteiro e Pedro Soares Martínez.

À homenagem seguir-se-á um Chá, opcional, presidido por SS. AA. RR. os Senhores Duques de Bragança, ao preço de 10€ por pessoa.

Dezembro

3 de Dezembro, Sábado, pelas 15:30h
Homenagem ao Senhor Dom Duarte Nuno  | Lembrar Dom Duarte Nuno (1907-1976)
A Real Associação de Lisboa, sob o alto patrocínio de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, levará a cabo no próximo dia 3 de Dezembro pelas 15:30h, no Grémio Literário, uma sessão evocativa do Senhor Dom Duarte Nuno, agora que passam quatro décadas sobre a sua morte.  

Para lembrar o pensamento e a acção do homenageado, serão oradores os Profs. Drs. Fernando Amaro Monteiro e Pedro Soares Martínez.

À homenagem seguir-se-á um Chá, opcional, presidido por SS. AA. RR. os Senhores Duques de Bragança, ao preço de 10€ por pessoa.

 

6 de Dezembro, 3ª feira, pelas 18:30h
Lançamento de livro
Por iniciativa do consócio Prof. Doutor Leopoldo Guimarães vai ter lugar, na Biblioteca, a apresentação do livro “O Laço Primordial”, da editora Lápis de Memórias, da autoria daquele Consócio.

A apresentação da obra fica a cargo do Professor Doutor Alberto Trovão do Rosário.

 

13 de Dezembro, 3ª feira, pelas 19:00h
Ciclo Literário
O Grémio Literário promove uma sessão dedicada ao Prof. Doutor Diogo Pires Aurélio, a qual se integra no Ciclo de Literatura Portuguesa, organizado pelo Consócio Dr. António Aires Gonçalves. Serão oradores o Prof. Doutor Paulo Tunhas, da Universidade do Porto, e o Dr. José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, que fará a leitura de textos do autor.

Diogo Pires Aurélio (n. 1946), doutor pela Universidade Nova de Lisboa, é professor jubilado da FCSH, onde leccionou de 1982 a 2016. Foi também professor visitante e conferencista em várias outras universidades, no País e no estrangeiro, designadamente em São Paulo, Paris, Bolonha, Rio de Janeiro e Santiago de Compostela. Publicou poesia, crítica literária, tradução, ensaio e artigos científicos, vários deles editados também no Brasil, Reino Unido, Itália, França e Alemanha. Foi director de informação da RDP, administrador da INCM, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, director da Biblioteca Nacional e consultor para os Assuntos Culturais da Casa Civil do Presidente da República. Antes de ingressar na carreira académica, foi jornalista e colaborou em vários órgãos da imprensa, rádio e televisão.

Em 2005, recebeu o título de Grande Benfeitor do Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro e, em 2009, o Prémio de Tradução Científica e Técnica da União Latina e da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Em 2016, foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

14 de Dezembro, 4ª feira, pelas 19:30h
Conferência “D. Fernando II, Bicentenário do Nascimento, 1816-1885”

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, uma conferência intitulada “Consciência histórica, identidade, património cultural. D. Fernando II Saxe-Coburgo-Gotha-Koháry – o Manuelino revisitado”, pelo Professor Doutor José de Monterroso Teixeira.

O Congresso de Viena pós-napoleónico redesenhou o mapa político da Europa (1816) e os Saxe-Coburgo-Gotha emergiram com protagonismo no ranking das monarquias europeias – Metternich assinou a nova arquitectura de poderes.

D. Fernando-Saxe-Coburg-Gotha-Koháry (1816-1885) será o consorte da Rainha D. Maria II, cujo matrimónio, em 1836, negociado num desígnio político-constitucional, procurava estabilizar a turbulência que a implantação do Liberalismo induzia em conjuntura tumultuosa. A mundividência cultural e musical de Viena, cidade de onde é originário e que assistia a novas práticas de sociabilidade onde a valsa libertava as coreografias dos salões, aliada à preparação escolar de um sólido currículo germânico, proporcionam-lhe uma estrutura intelectual e uma sensibilidade actualizada, configurada pelos valores poéticos e estéticos do Romantismo.

Vem a adquirir em hasta pública (1839) o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, então em ruínas, para a instalação de uma residência régia, dando assim um sinal para a cruzada que iria travar no domínio da salvaguarda do património nacional, alinhamento programático que se manifestará igualmente no apoio ao restauro do Mosteiro dos Jerónimos. A este posicionamento comprometido, extensivo também a tantos outros edifícios do país (Batalha, Tomar), acrescem o apoio mecenático que dispensou a inúmeros criadores, a sua própria actividade artística, que se manifestava na pintura, na gravura, no desenho e na cerâmica, bem como o próprio coleccionismo e a sua paixão musical.

José de Monterroso Teixeira desenvolve a sua actividade em quatro eixos principais: museologia, curadoria de exposições, investigação e ensino académico. Em 1986 publicou o livro “D. Fernando II, Rei-Artista, Artista-Rei”, editado pela Fundação da Casa de Bragança, sendo nessa altura director do Paço Ducal de Vila Viçosa; o livro recebeu o Prémio da Academia Nacional de Belas Artes. Em 1991, foi comissário da Exposição Triomphe du Baroque, apresentada em Bruxelas, no âmbito da Europália, a qual itinerou, depois, no Centro Cultural de Belém, na National Gallery de Washington e no San Diego Museum of Art. Em 2009 dirigiu o projecto de requalificação do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto, Minas Gerais, e deu à estampa o livro “Aleijadinho, O Teatro da Fé”, editado pela Espírito Santo Cultura. Recentemente (2014) foi comissário da exposição da colecção de Franco Maria Ricci apresentada no MNAA, num ciclo que inclui duas outras.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30€ por pessoa.

 

16 de Dezembro, 6ª feira, pelas 18:00h
Inauguração da Exposição “Khiros, a mão - Linguagem do Gesto”
O Grémio Literário em colaboração com a Nova Medical School da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e a Associação Unidas para Vencer, promove uma exposição subordinada ao tema “Khiros, a mão - Linguagem do Gesto”, que estará patente de 16 de Dezembro até ao final de 2016, podendo ser visitada no horário de expediente do Grémio Literário.

A exposição, cujos curadores são Francisco d’Oliveira Martins e João Cutileiro, contempla obras de Álvaro Laranjeira, Cláudia Marques, Francisco Oliveira Martins, Graça Morais, Jaime Branco, João Cutileiro, José Pascoalinho, Mafalda Oliveira Martins, Sérgio Pombo e Vitor Brotas.

No dia da inauguração realiza-se uma palestra, na Biblioteca, sendo orador o Dr. Guilherme d’Oliveira Martins.

 

11 de Janeiro de 2017, 4ª feira, pelas 19:00h
Palestra “O que aprendeu Fernando Pessoa com Shakespeare?”
Associando-se às comemorações dos 400 Anos da Morte de William Shakespeare (Abril de 1616), o Grémio Literário promove uma palestra sob o título “O que aprendeu Fernando Pessoa com Shakespeare?”, sendo oradora a Consócia Mariana Gray de Castro, licenciada e mestre em literatura inglesa e portuguesa pela Universidade de Oxford e doutorada pelo King's College, da Universidade de Londres. É  autora de  vários  artigos e capítulos em livros. Entre  as suas  publicações  incluem-se
também a antologia Amo Como Ama o Amor: Escritos de Amor de Fernando Pessoa (2013) e o livro Fernando Pessoa's Shakespeare: The Invention of the Heteronyms (2016), o qual em breve terá uma edição portuguesa.
Presentemente encontra-se a terminar um pós-doutoramento nas Universidades de Lisboa e Oxford sobre Fernando Pessoa e os escritores ingleses que mais o influenciaram.

A palestra será seguida de jantar durante o qual alunos da Escola Superior de Teatro e Cinema irão ler sonetos de Shakespeare e interpretarão canções.

A Escola Superior de Teatro e Cinema, resultante da reconversão do prestigiado e centenário Conservatório Nacional em diversos estabelecimentos ligados ao ensino das várias artes que ali vinham sendo ministrados, foi criada em 1983 e é hoje uma marca nacional e internacional, quer no âmbito do Teatro, quer do Cinema.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.

 

SÁBADOS do mês de Dezembro
Conforme habitualmente, o Grémio Literário está aberto nos três primeiros sábados do mês de Dezembro, das 11h00 às 19h00, com o objectivo de apoiar os sócios e familiares nas suas deslocações ao Chiado, na quadra natalícia. Neste período e dentro daquele horário haverá serviço de bar e serão servidos almoços e lanches.

O preço do almoço (buffet), sem bebidas, é de 25,00€. As crianças até aos dez anos, serão convidadas do Grémio Literário. O buffet é constituído, como nos anos anteriores, por um conjunto de saladas, carnes frias, sopa, um prato quente, sobremesas diversas de doces e fruta, sendo o café ou o chá servido na mesa.

Informamos que o prato quente para cada um desses dias será Cozido à Portuguesa.

Agradecemos que V.Exa. proceda, se possível, à prévia reserva com 48h de antecedência.