Boletim de Setembro

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de Setembro, 5ª feira, pelas 19:00h - “Do Tirar polo Natural. Inquérito ao Retrato Português” Conferência Homenagem a José-Augusto França

O Grémio Literário promove, na Biblioteca, uma conferência pelo Doutor António Filipe Pimentel, Director do Museu Nacional de Arte Antiga, sobre a concepção e realização da Exposição “Do Tirar polo Natural. Inquérito ao Retrato Português” que, sob o título do tratado de Francisco de Holanda sobre o retrato e a comemorar o 5º Centenário do seu nascimento, apresenta um significativo conjunto de obras do acervo do Museu de Lisboa e de muitas outras proveniências, incluindo peças da antiguidade e outras representativas das artes contemporâneas sobre temáticas do retrato em pintura, desenho, escultura, gravura, instalação e fotografia.

Na génese desta iniciativa do Museu das Janelas Verdes, esteve um projecto de exposição apresentado, nos anos 60, por José-Augusto França. Dando a conhecer as circunstâncias que o inviabilizaram e a conjuntura que permitiu a sua reformulação 50 anos depois, o Grémio Literário evoca a personalidade ímpar e pioneira de José Augusto-França, Sócio Honorário e Presidente Emérito do Conselho Literário. A conferência será documentada com imagens da Exposição, encerrando esta a 30 de Setembro de 2018.

O Doutor António Filipe Pimentel, professor de nomeação definitiva da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, licenciou-se em 1986, em História (variante de História da Arte) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde concluiu o Mestrado em História Cultural e Política da Época Moderna, em 1991, e o Doutoramento em História da Arte, em 2003. Como Pró-Reitor da Universidade, foi o coordenador científico do dossier da candidatura do conjunto histórico-cultural da Universidade a Património Mundial da UNESCO.

Especialista na arte barroca e no património histórico e artístico da Universidade de Coimbra, recebeu o Prémio Gulbenkian de História da Arte em 1991. Académico correspondente da Academia Nacional de Belas Artes e da Academia da Marinha, é membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, tendo publicado cerca de uma centena de títulos em Portugal e no estrangeiro.

Dirige o Museu Nacional de Arte Antiga desde 2010, desenvolvendo intensa campanha de comunicação e divulgação das iniciativas do Museu, como o projeto "ComingOut. Se o Museu saísse à rua?” e as campanhas de angariação de fundos para a aquisição de obras do património nacional como "A Adoração dos Magos" de Domingos Sequeira, o "Retrato de D. João V e a Batalha do Cabo Matapão" de Domenico Duprà, e a "Anunciação” de Álvaro Pires de Évora.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30,00€, por pessoa.

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de Setembro, 5ª feira, pelas 18:00h - Conferência

O Instituto Benjamin Franklin promove, na Biblioteca, uma conferência moderada pelo Prof. Doutor António Rebelo de Sousa, alusiva ao lançamento do livro “Para além de Darwin – a hipótese do programa”, da autoria do Dr Miguel Ribeiro, sendo apresentadora a Dra Isabel Corker.

“O Darwinismo estendeu-se a toda a ciência porque a emergência da vida como um acidente e a evolução por mutação aleatória – preconizados por esta teoria – impõem um universo também aleatório.

O universo como informação nas suas várias vertentes – seja como computador, estrutura matemática, projecção holográfica ou simulação – tem vindo a ganhar crescente popularidade nas últimas décadas. Paradoxalmente, os proponentes e seguidores destas teorias formularam-nas e entendem-nas no contexto Darwinista – incorrendo assim numa contradição fundamental porque a informação não é passível de ser processada nem transmitida pelo acaso. Por exemplo, o filósofo Darwinista Nick Bostrom defende a ideia do universo como simulação na qual um agente de uma civilização avançada noutras esferas recria a história do seu universo num programa de computador. Contudo, não é razoável presumir que uma evolução pelo acaso, sendo a da vida por mutação aleatória, possa retraçar fielmente um percurso que, começando no Big Bang e passando pelo átomo e o cosmos, a primeira bactéria, os dinossauros e o ser humano, se estenda até à simulação do autor do programa no futuro.

Pelo contrário, a premissa fundamental deste livro é a de que "o acaso é incapaz de gerar complexidade". Assim, a estrutura matemática do universo, e as precisas constantes da Natureza e leis da física deixam de ser uma fenomenal cadeia de coincidências para se tornarem em parâmetros do programa aqui proposto. A reforçar esta ideia, tentarei demonstrar que o multiverso não explica as leis da física e que as leis da física não explicam a emergência e evolução do universo e da vida.

O livro centra-se na apresentação de um modelo da emergência e evolução da vida consistente com o universo como informação – coerentemente, a mutação adaptativa, o ADN lixo funcional, a senciência e a vida como algoritmos suportam a tese do genoma com software.” (texto de Dr. Miguel Ribeiro)

Nota: a partir de finais de Setembro 2018, o livro "Beyond Darwin, the Program Hypothesis" estará disponível em www.amazon.com