Boletim de Janeiro

mensagem do presidente

PRESERVAR O PASSADO E RENOVAR O FUTURO!

O Grémio Literário deseja a todos os Sócios um ano de 2023 cheio de prosperidades e que continuem a encontrar nesta Casa o espaço onde a cultura acontece dignificando o convívio.

O ano que finda foi repleto de acontecimentos, a nível internacional, os quais tiveram impacto negativo em todos os sectores sobretudo nos diversos ramos da economia.

Esta situação agravou os orçamentos familiares e também o Grémio Literário sofreu este impacto no seu orçamento. Em circunstâncias normais implicaria um aumento da quotização de modo a manter o equilíbrio económico e financeiro da Instituição. Contudo, com o objectivo de não agravar mais os custos suportados pelos Sócios, o Conselho Director deliberou prescindir do aumento da quotização para o ano de 2023, mantendo assim o seu actual valor.

Não se descura, no entanto, a qualidade dos eventos e os serviços que se prestam aos Sócios, empenhados que estamos na continuação da melhoria da restauração, espaço social de encontro privilegiado dos Sócios do Grémio Literário.

A entrada de novos Sócios foi uma tendência que muito nos orgulhou tendo em conta o rigor da admissão que preserva o valor dos Estatutos.

Os Sócios antigos têm um papel fundamental na transmissão aos seus descendentes deste valor, que é pertencer ao Grémio Literário num tempo de descaracterização social dos valores, que devem ser mantidos numa sociedade que se quer com princípios éticos e morais.

A Cultura tem um papel único nesta construção e o Grémio Literário é o espaço de excelência na sua transmissão.

PRÓSPERO ANO NOVO 2023!

António Pinto Marques

12

de Janeiro, 5ª Feira, pelas 19:00h
Conferência
NOS 200 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DE 1822
Profª. Doutora Maria Lúcia Amaral

Por ocasião do bicentenário da Constituição de 1822, o Grémio Literário promove uma conferência pela Profª. Doutora Maria Lúcia Amaral, Provedora da Justiça, que analisa a importância do nosso primeiro texto constitucional, saído da Revolução liberal de 1820, salientando a sua vida curta, mas a influência longa. Com efeito, a Constituição de 1822, que será analisada pela oradora, apesar de ter vigorado inicialmente apenas alguns meses, até 1823, é um texto que marcou decisivamente a história institucional portuguesa, tendo tido influência na Carta Constitucional de 1826, no desfecho da Guerra Civil, na Constituição de 1838 e na longa vigência da Carta revista no Ato Adicional de 1852 até mesmo à República.

A conferência será moderada pelo Doutor Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Conselho Literário.

A sessão será seguida de jantar.

18

de Janeiro, 4ª Feira, pelas 19:00h
Apresentação do Projecto
ARQUIVOS E ESTUDOS DO MIGUELISMO, 1822-1866

Capa do livro A NATUREZA GEOPOLÍTICA DA REGULAÇÃO BANCÁRIA (1997-2019)

O Grémio Literário promove a apresentação do “Projecto Arquivos e Estudos do Miguelismo, 1822-1866”, sobre o qual usarão da palavra os respectivos coordenadores: Armando Malheiro da Silva, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Investigador Integrado do CITCEM (U. Porto), Daniel Estudante Protásio, Investigador Doutorado Integrado do Centro de História da Universidade de Lisboa, Técnico Superior do Arquivo Histórico da Misericórdia de Lisboa e Pedro Vilas Boas Tavares, Professor Auxiliar Aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Investigador Integrado do CITCEM (U. Porto).

O miguelismo, ao contrário do liberalismo, consiste num fenómeno histórico-político mal estudado em Portugal. Vae victis, já diziam os Romanos, uma máxima que a historiografia nacional segue, quase de forma cega, ao arrepio do que se pratica, por exemplo, em França, Inglaterra e Estados Unidos.

Para inverter tal situação, este projecto científico pretende resgatar dos arquivos (públicos e privados), das bibliotecas e repositórios universitários o que de melhor e mais significativo se tenha produzido sobre os anos-charneira de 1822 a 1866. Do estertor do triénio vintista à morte de D. Miguel no exílio, será dedicada igual atenção aos arquivos miguelistas que sobrevivem à voragem do tempo e à incúria do homem; e aos estudos miguelistas, realizados por aqueles que, independentemente da natureza das suas crenças pessoais, recorrem à utensilagem da ciência histórica para melhor conhecer a verdade do passado.

19

de Janeiro, 5ª Feira, pelas 19:30h
Conferência
O MUNDO PERDIDO DE LUÍS AUGUSTO REBELLO DA SILVA (1822-1871)
Professor Doutor Manuel Curado

Fotografia de Luís Augusto Rebelo Silva

No âmbito da celebração do bicentenário do nascimento de Luís Augusto Rebello da Silva (1822- 1871), escritor, jornalista, professor e político, um dos fundadores do Grémio Literário, realiza-se, por iniciativa dos Consócios Comandante Carlos Henrique Rebello da Silva e Dr. Luís Augusto Rebelo da Silva, respectivamente bisneto e trineto do homenageado, uma conferência intitulada “O Mundo Perdido de Luís Augusto Rebello da Silva (1822- 1871)”, sendo orador o Prof. Doutor Manuel Curado.

O conferencista é Professor de Filosofia na Universidade do Minho, nomeadamente nas áreas de Filosofia Antiga e Filosofia em Portugal, e obteve vários outros títulos, nomeadamente o de Auditor de Defesa Nacional (Ministério da Defesa, Lisboa) e Curso de Alta Direcção para a Administração Pública (INA/ Universidade do Minho). É doutor sobresaliente cum laude pela Universidade de Salamanca, tendo obtido anteriormente o grau de mestre em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa. Proferiu mais de 300 conferências em muitos países, de Moscovo, Rússia (MGLU e MGIMO), até Brasília, Brasil (UnB), e foi Professor Erasmus em Pádua, Itália, sendo autor de diversos livros.

A comunicação reflecte sobre o mundo que foi fixado nas narrativas do escritor, nomeadamente nos romances históricos e nos contos. Procuram-se sinais de uma forma de viver que, tendo sido levada pelo tempo, continua a ser estranhamente inspiradora. Em complemento, nas entrelinhas do catálogo de virtudes cívicas que transparece das páginas de Rebello da Silva, procurar- se-ão os indícios de problemas mais subtis que inquietavam o escritor de vida breve, nomeadamente a representação da vida mental e do destino da alma. Em apontamento rápido, equacionam-se os problemas sempre ingratos do olvido da obra de um escritor e da inclusão nos cânones literários e educacionais. Em conclusão, propõe-se um encontro gentil com um legado literário que, pelas razões que se apresentam, vale a pena redescobrir.

A sessão será seguida de jantar.

20

de Janeiro, 6ª Feira, pelas 19:00h
Conferência
DOMINGOS SEQUEIRA (1768-1837):O DESENHO, A PINTURA E AS SUAS PAIXÕES POLÍTICAS
Profª. Doutora Sandra Leandro

Livros

O Grémio Literário promove a conferência intitulada “Domingos Sequeira (1768-1837): o Desenho, a Pintura e as suas paixões Políticas”, sendo oradora a Consócia Profª. Doutora Sandra Leandro, membro do Conselho Literário do Grémio Literário.

Domingos António de Sequeira (1768-1837) Pintor notável que se situa esteticamente na transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo, esteve profundamente envolvido nas transformações políticas e sociais do seu tempo. O seu temperamento apaixonado, fê-lo consecutivamente partidário de posicionamentos políticos bem distintos que se expressaram em Pintura e Desenho: Junot Protegendo a Cidade de Lisboa (1808); a Apoteose de Wellington (1811); o Painel dos Congressistas, louvado por Almeida Garrett, de que restam trinta e três retratos dos Constituintes (1821), são alguns exemplos. Pintou a Alegoria à Constituição de 1822, que, de resto, pode ser observada no Museu Nacional de Arte Antiga, entre outras obras da sua autoria. Projectou o Monumento à Constituição, destruído pela Vila-Francada, contra-revolução que o fez exilar-se em França onde expôs, no Salon parisiense, A morte de Camões. Pintou Portugal à beira do abismo…. Haveria um território comum nestas militâncias tão diversas? É o que procuraremos considerar sublinhando a sua Arte como expressão da Liberdade.

Sandra Leandro é Historiadora de Arte e Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo. Professora Associada na Universidade de Évora e Investigadora Integrada do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa (UNL) é Licenciada, Mestre e Doutora pela UNL. Tem publicado especialmente na área da Pintura, Desenho Humorístico, Teoria e Crítica de Arte, Museologia e Mulheres Artistas em Portugal e comissariado diversas Exposições. Foi atribuído o Prémio Grémio Literário 2014, ao seu livro Joaquim de Vasconcelos: historiador, crítico de arte e museólogo – uma ópera.

A sessão será seguida de jantar.

30

de Janeiro, 2ª Feira, pelas 19:00h
Apresentação do Livro
“O PODER DA PALAVRA DA VIDA”

Livros

O Grémio Literário promove a apresentação do livro “O Poder da Palavra da Vida”, a mais recente publicação de Armindo dos Santos Vaz, Carmelita Teresiano e Biblista, que nas reflexões compiladas nesta obra nos ajuda a fazer a interpretação da palavra bíblica, em fragmentos de vida, colada à exortação do discípulo João, que escutou em directo a Palavra e experimentou em pessoa o Amor: “não amemos de palavra nem com a boca, mas com obras e segundo a verdade” (1 João 3:18).

O autor, que é Professor Catedrático Emérito da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, estudou Filosofia em Espanha e Teologia em Roma, tendo nesta cidade obtido o doutoramento em Teologia Bíblica, pela Universidade Gregoriana. Publicou diversas obras sobre temas da sua especialidade, relacionadas com a Bíblia, numa perspectiva científica e histórico-literária, apoiada numa profunda investigação- A obra é apresentada por João Duarte Lourenço, membro da Ordem Franciscana, que é Professor Catedrático Emérito da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e Doutor em Teologia Bíblica pelo Studium Biblicum Franciscanum – Faculdade de Ciências Bíblicas e Arqueologia, da Pontificia Universidade Antonianum, em Jerusalém. É autor de diversas obras e artigos científicos na área dos estudos bíblicos.

A sessão será seguida de jantar.

31

de Janeiro, 3ª Feira, pelas 18:30h
Lançamento do Livro
INTELIGÊNCIA
Dr. António Freitas

“Os Serviços de Informações são um instrumento crucial para a segurança de um Estado de Direito.“

O Grémio Literário, em colaboração com a editora Diário de Bordo, promove, na Biblioteca, o lançamento do livro “Inteligência “, da autoria do Dr. António Freitas.